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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Teorias sobre Star Wars Ep. VII


ATUALIZAÇÃO: A TEORIA SOBRE O SABRE DE KYLO REN FOI CONFIRMADA! 


Dia 17 de dezembro... O retorno de uma das maiores sagas do cinema... O retorno do símbolo máximo da cultura pop... Símbolo tão forte que enquanto escrevo isso escuto Binary Sunset na cabeça...
Como fã,  só me resta reassistir os filmes, ler os livros e HQs do universo expandido e... especular sobre o novo filme!!!! Então, aqui deixo algumas de minhas teorias (eu juro que se acertar alguma delas eu faço um vídeo cantando "Let It Flow").

Se você ainda não viu algum dos trailers sugiro que assista para melhor entendimento.

Os Despertares





É dito no primeiro trailer que houve um despertar no Lado Sombrio e um na Luz, aparentemente o novo vilão, Kylo Ren, e Finn ou Rey, novos protagonistas. MAS, e se tanto Finn quanto Rey forem os despertares? A minha teoria é que Finn, um antigo Stormtrooper, troca de lado, se alia à antiga Aliança Rebelde e se transformará num jedi. Enquanto Rey, uma sucateira que se vê subitamente como peça central de uma guerra que definirá o destino da galáxia, ao sofrer um grande choque (por exemplo a morte de um personagem peludo) acaba indo para o Lado Negro. Se considerarmos que Rey é a única personagem que usa a força (caso ela seja um despertar) que está pintada tanto de vermelho quanto de azul no poster, a possibilidade de ela alternar entre o Lado Sombrio e a Luz se torna ainda mais forte. Mas e Kylo Ren? Vamos para minha próxima teoria.


Kylo Ren

Se os despertares realmente forem Finn e Rey, onde Kylo Ren entra nessa história? Bom, vamos deixar claro que em nenhum trailer, brinquedo promocional, ou resenha liberada é dito que Kylo Ren é um Sith, aliás é dito que ele é um cavaleiro da Ordem de Ren (e no momento não foi dito quem eles são, mas o fato de outros cavaleiros portarem armas normais me faz suspeitar que é uma ordem sem ligação direta com a Força). Se Kylo não foi um dos despertares e não é um Sith, como ele utiliza a Força? Nesse ponto temos de regredir para antes de 1977...
Num dos primeiros esboços do roteiro do Ep. I, George Lucas teve a ideia de um mcguffin (objeto que comanda a trama) em forma de um cristal vermelho que tinha a Força dentro de si, obviamente a ideia foi abandonada. Porém, sabendo que os sabres de luz são feitos de cristais e que o novo filme faz referências a antigas ideias de Lucas (por exemplo Starkiller, antes o primeiro nome pensado para Luke, agora a nova arma do Lado Negro), podemos especular que na verdade Ren não pode dominar a Força, mas se utiliza de um cristal especial que o garante poderes semelhantes aos dos Jedi e dos Sith. Essa teoria só é reforçada quando observamos uma pequena diferença entre os sabres de Finn, o antigo sabre de Anakin e Luke, e o de Ren:






Observe como o sabre de Kylo parece ser muito mais forte que o de Finn (isso também explicaria as cruzetas da espada, que poderiam, na verdade, servir como um modo de liberar a energia extra do sabre).


The First Order




Não sabemos quase nada sobre os herdeiros do Império, apenas que surgiram trinta anos após a queda do Império Galáctico e que têm como fundador uma poderosa figura do Lado Sombrio, Líder Supremo Snoke. Essa teoria, na verdade, se encaixa muito mais como uma esperança de um fã do universo expandido do que uma teoria propriamente dita.
Quando a Disney comprou a Lucasfilm, ganhou imediatamente os direitos sobre os livros, games, HQs e desenhos do universo expandido, porém, ao invés de adaptar o antigo cânone a Disney preferiu criar um novo cânone, e o antigo universo expandido se tornou o selo Legends. Legends são histórias que o fã escolhe como canônicas ou não. Até aí tudo bem, mas... dependendo do que será cirado com esse novo cânone, algumas histórias do antigo universo expandido serão anuladas. EU NÃO QUERO QUE ISSO ACONTEÇA!
No antigo cânone existe a Trilogia Thrawn, que se passa alguns anos depois do Ep. VI e conta a história de alguns dos remanescentes do Império, que lutam para manter Palpatine e Darth Vader vivos. O  Império acabou! A Nova República foi fundada! A First Order se opõe a esse cânone?
O que eu acho é: anos após a queda do Império, Snoke funda a First Order como uma tentativa de retomar o poder do Lado Sombrio e destruir a Nova República, e a Resistência, antiga Aliança Rebelde, é a força que se opõe a First Order. Espero estar certo, pois anular livros maravilhosos como Thrawn é algo que não posso perdoar...


Descrença na Força

Com a criação da Nova República os Jedi voltam a prosperar e a Força deixa de ser considerada lenda, porém no último trailer vemos Han Solo confirmando as histórias que são contadas sobre o que aconteceu, ou seja, as pessoas ainda não acreditam na Força! Como eu tenho esperança que não anulem o universo expandido o que quero acreditar: a República ainda não tem tanta força (sem trocadilhos) e planetas mais afastados ou sob o domínio da First Order não tiveram contato com os Jedi e a Nova República. Mais uma vez minha esperança supera a razão...


Uma rapidinha: a morte de Chewbacca




No último trailer vemos rapidamente Rey chorando sobre um corpo que parece ter pelos, como na cena seguinte vemos Leia abraçada com Han Solo com uma cara de pesar e não vemos Chewie na cena reforça essa suspeita. Será que a morte de Chewie foi o ponto de ignição para o ódio de Rey que a levará para o Lado Negro da Força?



E aí o que vocês acham sobre o novo filme? Essas não são as teorias que você procura? Não se esqueça de comentar aqui embaixo, compartilhar com os amigos e de curtir a página do facebook! Obrigado pela paciência e que a Força esteja com você!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Guilty Pleasures

Sabe aquele filme ruim de sessão da tarde, aquele filme execrável de qualidade extremamente duvidosa, aquele filme que não tem nada de bom, mas que ainda assim você adora? Você tem total consciência de que o filme não presta e sente até um pouco de vergonha de gostar, mas ainda assim... Esses são os chamados guilty pleasures, ou abrasilizando "uma merda mas eu gosto".
Se a lista dos filmes bons que gosto é grande, a dos guilty pleasures é quase tão grande quanto. Com isso em mente saibam que os filmes que verão a seguir não devem ser assistidos por aqueles com grande censo crítico ou que não conseguem dar risada da própria desgraça (estar assistindo esses filmes).



Army of Darkness (Sam Raimi)




Evil Dead mudou a história do cinema de horror e praticamente criou o gênero de terror de cabana, mas o terceiro filme da franquia é uma das maiores galhofas que eu já assisti em toda a minha vida. E é genial!!!! O protagonista tem uma serra-elétrica no lugar da mão!!! Quer coisa mais divertida que isso?! Eu simplesmente amo esse filme, mas ele é uma bela porcaria que tem como único objetivo contrariar o clima de tensão que Raimi passou na primeira parte da franquia. Se eu ainda não te convenci de como esse filme é ruim (a ponto de ser bom) olhe a cena abaixo:








Robin Hood (Ridley Scott)




Ridley Scott é um ótimo diretor e mudou a história do cinema com filmes como Alien, Blade Runner e Gladiador, porém todo mundo comete erros. Esse filme é um deles. A história não tem profundidade alguma, assim como os personagens bidimensionais. Russel Crowe é um ótimo general romano, mas deveria ter deixado o papel de Robin Hood para Kevin Costner. Ainda assim eu adoro esse filme! Principalmente as cenas com participação do Frei Tuck! Ah, a musiquinha medieval também é muito boa (tentando achar alguma coisa que preste no filme).







Jumanji (Joe Johnston)




O quê?! Como assim?! Jumanji é um clássico da Sessão da Tarde! Sim, é verdade e eu amo Jumanji! Mas não podemos negar que é um filme no máximo mediano. Os efeitos especiais já não eram bons na época e os personagens são um tanto caricaturados. Cheio de clichês e atuações razoáveis, o filme tenta explorar um pouquinho a mais o personagem de Robin Williams, mas sem muito sucesso. Entretanto, Jumanji se tornou um clássico e serviu de inspiração para muitos outros filmes de Sessão da Tarde. Apesar de tudo, Jumanji é um filme fodástico.



300 (Zack Snyder)



Eu AMO esse filme!!! Adaptado de uma HQ do mestre dos mestres Frank Miller, 300 é um dos meus maiores guilty pleasures! Eu não consigo evitar, toda a vez que essa maravilhosa porcaria passa na TV, me rejubilo. Sei de cor, todas as falas de Leonidas e cada vez que assisto ao filme, tenho mais certeza que gostaria de ter nascido espartano. Mesmo com todos os defeitos, não podemos negar que é uma história épica sobre liberdade, coragem e nobreza. Além do mais 300 rendeu esse vídeo maravilindo:







Stallone Cobra DUBLADO (George Pan Cosmatos)



Legendado esse filme é simplesmente horrível e é só mais uma hora e meia de vida perdida. Mas dublado... Esse filme é um primor. Uma pérola da dublagem brasileira com diálogos memoráveis como "Você é um cocô.". As inúmeras tosqueiras presentes no filme, como a cena que Stallone corta um pedaço de pizza com a tesoura, só fazem a experiência ainda melhor. No final das contas é um ótimo filme para desestressar e dar umas boas risadas. Quero apenas compartilhar a melhor cena do filme, com o melhor diálogo:







Van Helsing (Stephen Sommers)




Tem alguma coisa que justifique meu carinho por esse filme? Definitivamente não. É um dos piores filmes que já vi em toda minha vida? Com toda certeza. Os defeitos efeitos especiais são horríveis, a história chega a ser cômica de tão ruim, as lutas quase não empolgam, todos os personagens são rasos e caricaturados... Tirando Transformers é difícil achar algo tão ruim. Mas sabe como é... o amor é cego.


Star Wars Eps. II e III




Tirando o péssimo Ep. I, eu até que gosto da Nova Trilogia. Obviamente é infinitamente inferior, porém ainda assim é Star Wars. Apesar da péssima atuação do ator que tem como único papel Anakin Skywalker, os Eps. II e III tem algumas coisas que se salvam, entre elas o Obi-Wan de Ian McGregor. No final das contas a Guerra dos Clones é passável e a Vingança dos Sith é decente; foi também o Ep. II que deu origem as maravilhosas animações Guerras Clônicas e Clone Wars (sim, elas tem o mesmo nome). E vale lembrar que foi graças ao Ep. III que temos a melhor versão de Let It Go de todos os tempos:










Ainda existem outros guilty pleasures que moram em meu coração, mas acho que já passei vergonha o suficiente por hoje. E aí, quais são os seus guilty pleasures? Não adianta negar, todo mundo gosta de pelo menos um filme ruim! Não se esqueça de comentar aqui embaixo e de compartilhar com os amigos ou não!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

TOP 10 Maiores Pais do Cinema

ATRASOU, MAS SAIU!!!!!!!!!




Dia dos Pais! Dia de homenagear aquele cara que te deu abrigo no escroto dele por tanto tempo! Que sempre te deu amor! O cinema sempre esteve repleto de pais, então hoje vamos lembrar deles! Alguns são previsíveis e alguns nem tanto. Vamos considerar também que são os pais mais memoráveis, não necessariamente os melhores.


10- Guido (A Vida é Bela)



Roberto Benigni não só dirigiu, como também atuou no belíssimo A Vida é Bela. O filme conta a história de uma família de judeus italianos mandados para um campo de concentração durante a 2ªGuerra Mundial; Guido (Benigni) para tornar a experiência mais suportável para seu filho trata toda a situação do Holocausto como um jogo. O garoto acaba se tornando um contraponto no meio de tanto sofrimento, enquanto várias pessoas estão famintas e infelizes Giosué encara o sofrimento como um modo de ganhar mais pontos. É um daqueles filmes que arrancam tanto lágrimas quanto risadas do espectador e com certeza é um dos melhores filmes sobre o Holocausto.


9- Mason Evans Sr. (Boyhood)


O pai mais realista dessa lista. O pai do menino Mason é um cara comum, que simplesmente ama e quer o melhor para seus filhos. Apesar de não estar sempre presente ele sempre transmite seus conselhos aos filhos e os estimula a aprenderem com seus erros e seguirem em frente. Mason Senior (Ethan Hawke) é aquele pai cúmplice dos filhos, bem humorado e que se desliga de seus problemas quando suas crianças precisam dele. As cenas que Ethan Hawke aparecem têm uma delicadeza espetacular que só contribui para que Boyhood já seja um clássico contemporâneo.

8- Jack Torrence (O Iluminado)


Temos aqui um exemplo de péssimo pai. Jack Torrence (Jack Nicholson) é um professor e escritor fracassado com alguns problemas com bebida e violência. Jack e sua família se mudam para um hotel durante o inverno, onde trabalhariam como vigias até a volta de hóspedes. Jack vê esse trabalho como uma nova oportunidade para desenvolver sua escrita, porém a única coisa que consegue é um machado e uma vontade enorme de matar a família. Apesar de tudo, podemos ver que Jack ama sua família e que seus ímpetos assassinos são causados por uma força sobrenatural presente no hotel).


7- Nigel Powers (Austin Powers)

Um filme que fez um pequeno sucesso, mas que atualmente anda esquecido. É uma grande paródia aos filmes de espião como 007 e uma das comédias mais galhofas do cinema. Não é de longe uma obra-prima e com certeza entra no tipo de filme guilty pleasure, mas não se pode negar que a relaçao de Austin Powers (Mike Myers) e seu pai mulherengo Nigel Powers (Michael Caine) é uma das melhores coisas do filme. Caine tem a atuação mais contida em comparação com todos os personagens caricaturados dos filmes. É interessante perceber que tanto pai quanto filho se desenvolvem com o passar do filme, já que tanto Austin quanto Nigel têm muito a aprender.


6- Obi-Wan Kenobi (Star Wars)


Se a nova trilogia tem alguma coisa que preste é Obi-Wan Kenobi. Obi-Wan não serve apenas como professor de Anakin, mas também como seu pai! Ele ensina ao futuro Darthy não apenas os segredos da Força, mas também sobre as dificuldades da vida comum. Talvez a escolha de Ewan McGregor tenha ajudado na construção sutil do personagem (ele é muito melhor que Alec Guiness, que não fez o trabalho com amor apesar de ser um excelente ator). Obi-Wan também abdicou de tudo quando Luke nasceu e mesmo a distância sempre zelou pelo garoto que salvaria a Galáxia. Obi-Wan é um exemplo que não existe laços de sangue entre pai e filho.

5- Marlin (Procurando Nemo)

Tem um exemplo maior de pai que esse peixe palhaço? O cara atravessou todo o Oceano para achar seu filho e de quebra ainda adotou uma peixinha com problemas de memória! Representando as animações temos um dos melhores filmes da Pixar e com certeza um dos melhores da Disney. Mesmo sendo um peixe, Marlin (Albert Brooks/Júlio Chaves) é mais humano que vários dos personagens dessa lista. Podemos acompanhar um período difícil na vida de todo pai: deixar o filho viver sua vida, libertar seu filho. Apesar de querer proteger sua cria, chega um momento em que é preciso deixar o filho crescer e Marlin aprendeu isso.


4- Don Vito Corleone (O Poderoso Chefão)




A família é o mais importante e Vito Corleone (Marlon Brando) sabe disso. Seguidor do código de honra da máfia e patriarca da família, Vito sempre protegeu e defendeu os seus. Um pai não só para seus filhos, mas para todos seus gangsteres; Vito ensinou Sony, tentou colocar Fredo no "bom" caminho, adotou Tom Hagen e evitou ao máximo envolver Michael nos seus negócios. Vito Corleone tem tanto peso para a trilogia que se tornou o símbolo da obra e muitas pessoas pensam ser o protagonista, mesmo só aparecendo no primeiro filme. É claro que no final ele contribui para que Michael (Al Pacino) se tornasse o novo padrinho, mas foi tudo pelo bem da família.


3- Dr. Henry Jones (Indiana Jones e a Última Cruzada)


Henry Jones (Sean Connery) e Junior Indi são completamente diferentes. A relação dos dois é o clássico caso de choque de gerações com discussões acaloradas sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais. Apesar de tudo a lealdade é o mais importante na relação de pai e filho, e isso os dois têm de sobra; Henry abdicou da paixão de sua vida, o Graal, para poder salvar seu filho! Por isso esse pai esta na terceira posição, apesar de ser introspectivo, nem sempre expressar seus sentimentos pelo filho e de sempre estar discutindo com Indiana, o amor fala mais alto. E temos que admitir que se não fosse Sean Connery o fechamento da trilogia seria tão esquecível quanto o segundo filme da franquia.


2-  Carlitos (O Garoto)


Mais uma vez a paternidade quebra barreiras de sangue. Carlitos (Charles Chaplin) adota um menino orfão no filme mais conhecido dessa lenda do cinema, depois de "Tempos Modernos". Chaplin tem uma vida humilde e que muitos poderiam achar triste, mas mesmo assim ele cuida do garoto e mantém o bom humor escolhendo ver o lado bom da vida nas pequenas coisas. Como todo filme de Chaplin as altas emoções estão presentes no filme e no humor singelo e simples Carlitos nos mostra fantasiadas as nuas críticas à sociedade.









1- Darth Vader (Star Wars)















                                                                                                                                                                                                                         


Ok, eu sei que Star Wars já apareceu nessa lista, mas Darthy merece estar na primeira posição, acompanhe meu raciocínio. Darth Vader é considerado um dos maiores vilões do cinema e é tão marcante para a história da Sétima Arte que até mesmo quem nunca viu Star Wars conhece suas falas. Darth é acima de qualquer coisa um símbolo! Qualquer pessoa que não viva em isolamento completo reconhece o personagem! Além de ser icônico Darthy é controverso: algumas pessoas dizem que ele é um péssimo pai, eu discordo disso. É verdade que ele pisou na bola quando cortou a mão do Luke e mandou o namorado da filha ser congelado em carbonita, mas em contrapartida se não fosse ele a Esperança da Galáxia teria sido morta pelo Imperador! Ele passou a perseguir o filho tentando convencê-lo a se juntar ao lado negro? Sim, mas tudo que ele queria era ficar junto do garoto! É como quando seu pai te obriga a ir para casa dos familiares chatos dele, seu objetivo real é passar um tempo com você! Mas enfim fica aí a discussão: Darth Vader é um bom pai? Ou é um babaca?


Menções honrosas

Claramente faltaram vários pais memoráveis como Alfred (Batman), Ricci (Ladrões de Bicicleta), Homer (Simpsons), Valdemar (O Palhaço), Big Daddy (Kick-Ass), Gallahad (Kingsman), Chris Gardner (A Procura da Felicidade), Atticus Finch (O Sol é Para Todos), Mufasa (Rei Leão), Sr. Raposo (Fantástico Sr. Raposo), Edward Bloom (Peixe Grande) e por aí vai. Não se esqueça de deixar aqui embaixo seus pais favoritos do cinema, de compartilhar e divulgar pros amigos, e de dar um abraço apertado naquele cara que você ama como um pai, não importando se vocês são da mesma família ou não.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Top 10 Meus filmes favoritos

1- Dr. Fantástico (Stanley Kubrick)







Kubrick é meu diretor favorito. Foi O Iluminado que me apresentou realmente o cinema cult e me fez expandir horizontes em termos de sétima arte. Pra mim seu melhor filme é Dr. Fantástico. Ele se destaca por ser a única comédia de Kubrick e, especialmente, por ser uma das melhores que já assisti; o filme tem um humor negro e ácido que serve de paradoxo perfeito para o tema abordado: uma guerra nuclear e a completa destruição do mundo. E se uma guerra realmente eclodisse entre os USA e a URSS, mas não do modo que esperávamos (resultado de um conflito de interesses) e sim como um incidente infeliz causado por um louco membro do alto escalão do exército americano? Dr. Fantástico é o resultado! Peter Sellers merece destaque por ter atuado de forma magistral como três personagens extremamente distintos.



2- Star Wars Ep.IV: Uma Nova Esperança (George Lucas)







O maior space-opera de todos os tempos e ícone supremo da cultura pop tinha de estar nessa lista. Apesar de o Ep.V ser considerado o melhor de todos e conter o maior spoiler da história do cinema com a frase "Não, eu sou seu pai!", meu filme favorito da saga é o primeiro. Como uma criança nascida no final dos anos 1990 meu primeiro contato com Star Wars foi o péssimo  amado Ep.I, mas graças a Deus meu pai teve consciência de que caminho minha vida tomava e me mostrou o querido Ep.IV. A primeira vez que vi Darthy entrando naquela sala branca com todo seu uniforme negro ainda me dá arrepios! E a primeira vez que vislumbrei a Millenium Falcon?!



3- Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (Peter Jackson)







Se hoje eu amo a Terra-Média e sua história é tudo graças a Silvio Santos. Peguei o costume de assistir no final de cada ano os filmes sobre a demanda do Anel porque o SBT sempre os passava entre novembro e dezembro (pelo menos é como eu me lembro). No começo eu não entendia o filme completamente, minha mente infantil ainda não estava preparada, porém quando cheguei aos meus 8 ou 9 anos eu cheguei ao Nirvana! Se você gosta de Harry Potter agradeça a J.R.R.Tolkien; se você gosta de Percy Jackson agradeça a Tolkien; e se você gosta de Eragon ou qualquer outro livro de fantasia agradeça a Tolkien! O Senhor dos Anéis definiu de uma vez por todas a "Jornada do Herói" e os moldes da fantasia épica. Ver isso no cinema é simplesmente espetacular. O primeiro filme mantém a todo momento o espírito de aventura inerente dos livros, coisa que os outros dois filmes, também espetaculares, não conseguiram. Sem contar que a música principal é tão épica quanto as trilhas que John Williams fez para Star Wars e Indiana Jones.


4- Poderoso Chefão: Parte I (Francis Ford Coppola)







Quem nunca ouviu a frase Say hello to my little friend "Mantenha seus amigos perto e seus inimigos ainda mais perto"? Poderoso Chefão é talvez o melhor filme de máfia de todos os tempos, não só por representar de forma perfeita as relações de família da máfia, mas também por mostrar os homens com terno risca-de-giz de forma muito humanizada, com seus códigos de honra, seus defeitos e suas qualidades. Temos a "Jornada do Vilão" de Michael Corleone que é representada não só pelo roteiro, mas também pela simbologia do filme e pela atuação de Al Pacino. O roteiro perfeito foi adaptado do livro de Mario Puzo, com a ajuda do autor, e traz Marlon Brando em seu trabalho mais célebre e Al Pacino em uma de suas atuações mais memoráveis. A trilha sonora passa toda a melancolia e desolação da trama.



5- Os Miseráveis (Tom Hopper)







Eu gosto de musicais. Eu gosto de história. Os Miseráveis é perfeito pra mim! O filme traz Wolverine Hugh Jackman em uma de suas melhores atuações junto de I am Gladiator Russel Crowe e  Diabo Veste Prada Anne Hathaway. Ele se baseia nos musicais clássicos em que nada é dito, tudo é cantado, por isso pode ser um pouco cansativo (ainda mais se levarmos em conta que é um filme de quase três horas). As músicas emocionam e são cheias de simbolismo, por exemplo a melodia de "Valjean Soliloquy" é parecida com "Javert's Suicide" mostrando que o protagonista e sua nêmesis não são tão diferentes afinal. As músicas "One Day More", em que todos cantam juntos, e " Dream I Dreamed", que mostra todo o poder do gogó mágico de Hathaway merecem destaque. Ah, e se você não dropou um suor pelos olhos com "Empty Chairs at Empty Tables" cantada por Marius (Eddie Redmayne) você não tem coração.



6- Forrest Gump (Robert Zemeckis)






Se a vida é como uma caixa de chocolates, Forrest Gump é um daqueles recheados com doce de leite cremoso. O filme conta a história de Forrest Gump (Tom Hanks), um americano da Georgia com dificuldades cognitivas. Nunca alguém poderia esperar uma história tão extraordinária! Forrest esteve presente em todos os eventos importantes da história dos USA, desde a ascensão de Elvis como o Rei do Rock até a Guerra do Vietnã, mas sempre de forma indireta ou escondida. Forrest ultrapassou mais limites sendo ele mesmo do que a maioria dos indivíduos que o menosprezavam tentaram. O filme é uma lição sobre amor, amizade e respeito que dialoga com pessoas de qualquer idade e que nos toca de um jeito diferente em cada etapa da vida. Sem contar que ele é uma comédia, um drama, um filme de guerra, um filme de esporte, filme histórico...



7- Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (George Lucas+Steven Spielberg)







Tudo bem, talvez eu tenha uma predileção por primeiros filmes, mas Os Caçadores da Arca Perdida é o melhor de todos! Indiana Jones teve como inspiração as revistas poop dos anos 1930/1940 que traziam arqueólogos entrando em tumbas e enfrentando múmias, armadilhas, etc. e acabou se tornando um dos maiores ícones do cinema! Pegue um chapéu e um chicote e você pensa automaticamente no Junior Indiana. Esse filme tem uma das melhores apresentações de personagens que eu já vi, a sequência em que vemos que o líder de uma expedição pela mata será traído, mas daí no último segundo ele saca seu chicote e acaba com toda a palhaçada. Indi é inteligente, porradeiro, cafajeste e no final acaba com a mocinha, tem como não gostar dele? Além de todo o carisma do personagem a obra é coroada por mais uma das composições do mestre dos mestres John Williams.



8- Boyhood: Da Infância à Juventude (Richard Linklater)







"O filme que demorou 12 anos para ser feito!" Quando se assiste ao filme não se fica maravilhado com o tempo de produção. Você fica maravilhado pelo talento de Linklater de nos emocionar com a história de Mason, um garoto comum com pais divorciados. O filme não tem plot twist, não tem um evento que muda a vida de Mason... nada, o filme conta a história normal de uma pessoa normal. E ainda assim consegue nos tocar. Os diálogos são o ponto alto do filme e vão nos mostrando a mudança sutil na personalidade de Mason e dos personagens a sua volta com o passar do tempo. Para mim foi como acompanhar a vida de um amigo uns poucos anos mais velho; alguns eventos da vida de Mason também estão presentes na minha vida! Por exemplo quando o Nintendo Wii foi lançado eu fiquei tão maravilhado quanto ele e depois com o tempo fomos migrando nosso interesse para consoles como XBox e PS. Acompanhar a vida de Mason foi como relembrar minha própria história. Birdman não chega aos pés de Boyhood...



9- Cães de Aluguel (Quentin Tarantino)







Quentin Tarantino é um dos meus diretores preferidos. Django Livre foi o primeiro filme do diretor que assisti, mas foi com Cães de Aluguel que passei a idolatrá-lo. Esse foi o primeiro longa dirigido por Tarantino e para mim seu melhor filme. O fato de todo o evento em que o filme se baseia, o assalto ao banco, não ser mostrado e obrigar o espectador a imaginá-lo é simplesmente genial! A maior parte do filme são flashbacks (coisa comum dos filmes de Tarantino) e são através deles que se entende como aqueles personagens se meteram naquela situação. O papo de bar e os diálogos muito bem construídos que são característicos do diretor já estavam presentes, assim como o humor non-sense e a extrema violência gráfica. O próprio Tarantino faz uma participação especial como Mr. Brown.


10- Rei Leão (Roger Allers+Rob Minkoff)








Todo mundo cresceu com a Disney, eu inclusive. Quem não se lembra de Scar matando o Rei? Quem não se lembra das lições de Rafiki? Quem não se emocionou com a relação de pai e filho de Simba e Mufasa? Rei Leão foi um dos filmes da Disney que mais me marcaram, principalmente pelo vilão Scar e pelos side-kicks Timão e Pumba. E tudo fica ainda mais sensacional quando percebemos que o filme é uma releitura de Hamlet de Shakespeare. Por isso esse filme está no Top 10, porque ele representa tudo que a Disney me ensinou e me mostrou. Se a vida estiver difícil siga em frente, Hakuna Matata! O passado pode doer, mas você tem a opção de aprender com ele!



Menção Honrosa- A Lista de Schindler (Steven Spielberg)







Eu nunca chorei tanto com um filme! A Lista de Schindler é para mim um dos melhores filmes sobre 2ª Guerra Mundial, ainda mais considerando que tudo é história real. A fotografia é linda e passa o sentimento de submissão e enclausuramento. O filme conta a história de Oskar Schindler (I'll find you and kill you Liam Neeson) um empresário alemão que salva mais de 1000 judeus do Holocausto. O caso da lista de Schindler é considerado uma das maiores demonstrações de amor à vida de todos os tempos. Se nem uma lágrima caiu de seus olhos enquanto assistia ao filme, você merece o troféu dos corações de pedra! Mais uma vez Spielberg mostra que sabe fazer cinema.





É claro que muitos filmes ficaram de fora, então deixe aí nos comentários quais os seus filmes favoritos!


Por que "O Verde do Violinista"?

 A cultura pop faz parte da minha vida. Passei boa parte da infância brincando de Jedi e de Hobbit. Cresci imaginando Nárnia e a Coração de Ouro. E estou amadurecendo lendo sobre Rorschach e sobre Os Perpétuos. Por isso escolhi o nome "O Verde do Violinista", como uma referência a Sandman, obra de Neil Gaiman que me mostrou que a beleza da vida não é fazer possível o impossível, mas sim acreditar no possível mesmo quando este parece impossível. Isso, por vezes, pode ser impraticável, manter a pequena fagulha de esperança brilhando em meio a escuridão e fazê-la crescer até se tornar uma chama.
O Verde do Violinista é um dos muitos personagens que habitam os domínios de Morpheus, ou seja ele é um sonho! Somos criaturas feitas para sonhar e com este blog espero compartilhar um pouco dos meus sonhos. Basicamente este é um blog sobre um pouco de tudo e um monte de nada.