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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Top 10 Meus Games do Coração

Eu gosto de games. Posso até gostar mais de filmes, HQs, livros, mas ainda assim eu gosto de games. Decidi fazer esse Top 10 porque serão raras as vezes que eu vou falar de games (ainda mais que se alguém quer ver uma análise é muito melhor assistir os vídeos do Tio Zangado). Esse Top 10 é um post para diversão! Para relembrar dos  velhos tempo... Just for fun!


10- Jogos da Lego




Eu sou uma criança!!!! Os jogos da Lego são muito divertidos, isso é inegável. Parodiando filmes como Star Wars, Batman, Indiana Jones e Senhor dos Anéis, a Lego consegue trazer um humor ingênuo e um pouco infantil, mas ainda assim muito engraçado. Apesar da dificuldade nula e a jogabilidade extremamente simples, os jogos são uma ótima diversão para passar o tempo sem se preocupar.


9- Grand Theft Auto V





GTA is love. GTA is life. GTA is hitting a prostitute with a car. Mas GTA V me marcou mais, porque foi a primeira vez que eu cumpri as missões! E liguei para a história! E, aliás, que história!!! Gráficos lindíssimos, jogabilidade deliciosa, personagens extremamente carismáticos e as bizarrices de GTA são a fórmula de sucesso dessa obra-prima da décima arte. O teor crítico da franquia, mascarado pelas piadas imorais e a violência desenfreada, é muito presente, principalmente quanto ao machismo, xenofobia, poder de controle da mídia e a hipocrisia do governo (no caso, americano). Além de tudo, GTA V tem um dos finais mais épicos e que caíram como uma luva na história dos video games (se você decidir colocar tudo a perder e escolher a opção C).

8- God of War





Ajudar (a cada jogo novo) Kratos  conseguir sua vingança é sempre uma delícia. Uma ótima adaptação da mitologia grega para os video games (com um ou outro abacaxi, como confundir hipocampo com leviatã, mas a gente esquece disso), com uma história extremamente envolvente e algumas das cenas mais violentas dos games God of War marcou história. Uma coisa interessante: kratos significa poder em grego. Esse jogo me marcou pois foi o primeiro jogo (bom!) que consegui fechar sozinho (sim, eu não deveria ter jogado esse jogo, mas a gente esquece disso também). Para quem não conhece o carinho que Kratos pode dar ao seus inimigos fiquem com a morte de Helios:






7- The House of the Dead III




Um velho conhecido de qualquer jogador de fliperama... House of the Dead só tinha dois objetivos: devorar todas as suas fichas e te deixar com cãibra e torcicolo de segurar aquela porcaria de pistola de plástico. Foram anos de aperfeiçoamento! Muitos reais e horas gastas nesse jogo para depois de milhares de tentativas chegar ao último chefe... e perder para ele, em alguns segundos, sua última ficha... Eu nunca terminei House of the Dead, mas só a felicidade de chegar até ali se tornou um dos meus momentos mais felizes como jogador! Infelizmente The House foi saindo aos poucos dos fliperamas até simplesmente desaparecer. Aqueles belos momentos de frustração ainda me são tão vívidos na memória... Se alguém souber de algum lugar que ainda tem, ou voltou a ter, esse jogo me avise pelo amor dos deuses!!!!


6- Bioshock




Senhoras e senhores, estão de frente a uma obra de arte! Ficção científica steampunk na veia meus amigos! Uma história quase perfeita e cheia de traições e assassinatos; uma utopia submersa belíssima, mas perdida e mortal; ação desenfrada; mitologia muito bem construída e fundamentada... Bioshock é com certeza um dos melhores jogos das últimas gerações. Sem mais palavras... Jogue, aproveite, deslumbre-se! Ahh, e se arrepie até o esfincter ao entrar em Rapture pela primeira vez ao som de Beyond The Sea!!!


5- Portal 2




Hilário, uma dublagem simplesmente fenomenal, puzzle um tanto complicadinhos, gráficos muito bonitos e possuidor de uma das melhores físicas do mundo dos jogos. Portal 2 tem um enredo muito bom, mas se apoia em seus coadjuvantes mecânicos, e não falha nada nisso, já que a sua personagem é completamente muda! É necessário saber inglês, ou pelo menos ter uma versão legendada em PT-BR do jogo, porque, caso contrário, a experiência é quase completamente perdida. Portal 2 ainda tem uma versão co-op que acaba sendo bem mais difícil que a campanha original, e acaba se conectando com ela, mas que mantém todas as qualidades do jogo solo. GLaDOS, sua nêmesis principal, é a maior estrela do jogo, com seu sarcasmo, crueldade, dever com a ciência e sua voz robótica. GLaDOS é dublada pela cantora lírica Ellen McLain, e no final de ambos o jogos a inteligência artificial nos brinda com seus dotes musicais.






4- Super Nintendo




A Era de Ouro dos games! Nunca terminei nem um jogo dessa porcaria, mas como era bom... Foi meu primeiro contato com os video games e o início de tudo... Não, nunca tive um Super Nintendo, eu jogava no console da minha prima. Passava o dia jogando Killer Instinct, Donkey Kong, Alladin, Rei Leão e, claro, Mario World. A época em que você conseguia se divertir morrendo a cada cinco minutos... Quanta saudades...


3- The Elder Scrolls V: Skyrim




Skyrim ainda é um dos melhores RPGs já lançados. Um mundo aberto gigantesco com paisagens lindíssimas, criaturas impressionantes, uma guerra civil, dragões e a liberdade. São poucos os jogos que dão tamanha liberdade para o jogador! Quer ser um mago? Um assassino? Um arqueiro? Quem sabe um bardo? Bem, eu realizei em Skyrim meu maior sonho! Eu me tronei um ferreiro! Apesar de toda a história do Dragonborn, as ruínas anãs e as batalhas épicas, foi basicamente por isso que esse jogo me marcou tanto... Ah, a liberdade...


2- Série Batman Arkham





Basicamente o melhor jogo de super-herói e muito superior que muita HQ do Batman por aí. Inicialmente uma trilogia da desenvolvedora Rocksteady, a série acabou ganhando um prequel, bem mais ou menos, diga-se de passagem, porque a Warner Games queria roubar mais dinheiro dos fãs. Este que vos fala foi um dos idiotas que compraram, mas tudo bem (a gente esquece mais isso). Extremamente imersivo, tramas maravilhosas, direção de arte sensacional, principalmente no que se diz em relação a Gotham, e ainda a voz grave e ÉPICA de Kevin Conroy como O Cruzado Encapuzado. Além de todo o cinto de utilidades, os quebra cabeças do Charada e as alucinações do Espantalho a Série Arkham ainda nos presenteia com o melhor Coringa de todos os tempos (quem liga para Heath Ledger?) com a voz de Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker.


1- Shadow of the Colossus



Não sei se isso é alguma surpresa para alguém, mas Shadow of the Colossus é meu jogo do coração #4ever. Não é apenas um jogo de vídeo game, mas é também uma obra de arte, que poucos jogos conseguiram se equiparar desde 2005! Basta dizer que é um jogo cheio de metáforas, com uma trilha sonora de fazer qualquer um chorar copiosamente e possuidor de uma das histórias mais épicas de todos os tempos (de qualquer mídia não apenas games). Fiz um tempo atrás um post inteiro sobre esse jogo, com algumas teorias bastante conhecidas pelos fãs, mas também com algumas interpretações minhas: http://verdeviolinista.blogspot.com.br/2015/09/a-solidao-o-sentimento-e-sombra-dos_13.html




Espero que tenham gostado, ainda mais porque não esperem ver muito sobre a Décima Arte aqui. Algum desses jogos marcou sua vida? Ficou curioso quanto a algum deles? Não se esqueça de compartilhar com os amigos, comentar aqui embaixo e de curtir a página no Facebook.

domingo, 13 de setembro de 2015

A Solidão, o Sentimento e a Sombra dos Colossus






Shadow of the Colossus não é só mais um joguinho qualquer. Shadow of the Colossus é uma obra de arte! Com uma história digna de grandes épicos e quase completamente interpretativa, o jogo guia o jogador por um turbilhão de emoções.
Mono é uma garota que foi sacrificada em um ritual para evitar uma maldição. Wander resgata seu corpo e o leva a Shrine of Worship na Terra Proibida, onde seria possível trazê-la de volta por um alto preço. Dormin, a entidade que habita a Shrine, diz que pode salvar Mono se Wander libertar as partes de sua essência aprisionadas dentro dos Colossus, criaturas gigantescas e ancestrais. Wander parte com seu cavalo Agro sem perguntar como, onde ou porque ele matará os Colossus.




Wander e Mono


A história pode ser interpretada como uma alegoria a história da Torre de Babel. Dormin seria Nimrod, o Rei Imortal (perceba que Nimrod escrito ao contrário se lê Dormin). A entidade, assim como o babilônico, tem seu poder dividido em 16 partes, no caso os Colossus. É dito que Dormin desafiou o equilíbrio do mundo, provavelmente isso estaria relacionado ao seu poder de trazer os mortos de volta a vida. Nimrod na história bíblica desafia Deus. Outra coisa que sustenta essa interpretação é o fato de quanto mais da essência de Dormin Wander adquire, mais grotesca fica sua aparência, assim como Nimrod ao expandir seu poder.


Também podemos interpretar a jornada de Wander como uma metáfora para a vida real em que devemos usar a inteligência, a coragem e a força de vontade para não desistir no meio do caminho. Assim como a vida também podemos explorar cada canto da Terra Proibida e aproveitar as paisagens deslumbrantes, ou podemos ser objetivos e acabar com tudo mais rápido sem ter aproveitado ao máximo as oportunidades.

Wander e Agro contra Quadratus



A solidão e o sacrifício são muito presentes em Shadow.  A completa ausência de trilha sonora nas cutscenes e em momentos de andanças nos passa toda a desolação de Wander e nos mostra o carinho e lealdade de Agro. O nome Mono só reforça a solidão do jogo, pois nos diz que apesar de tudo ela e Wander nunca ficarão juntos. O protagonista sacrifica sua felicidade e sua vida para trazer a garota de volta, mesmo não ficando completamente claro qual a relação entre eles, assim como Mono se sacrificou pela sua aldeia. Os Colossus são guerreiros do antigo povo da Terra Proibida que sacrificaram sua liberdade para aprisionar a essência de Dormin (sabemos disso pois seus espíritos tem forma humana). Até mesmo o jogador tem que sacrificar suas emoções para salvar Mono, já que a maioria dos Colossus é pacífica e mata-los chega a ser doloroso para a pessoa que controla o joystick.

A trilha sonora é um show para os ouvidos, principalmente pelos longos momentos silenciosos. Nos poucos momentos em que escutamos o som de violinos temos vontade de chorar.




A trilha sonora completa das batalhas e dos encontros com Colossus



No fim das contas não são as batalhas épicas contra criaturas cem vezes maiores que você que faz desse jogo um dos melhores na história dos games. Não são as lutas voando, escalando ou nadando que nos deixa fascinado. São as emoções despertadas e a rica mitologia que nos impressiona e nos sensibiliza.
Shadow of the Colossus é uma daquelas obras de arte que deve ser revisitada em diferentes momentos da vida para que haja melhor compreensão do amor de Wander por Mono, a lealdade de Agro, o desejo de poder de Dormin...

Shadow of the Colossus continua sendo espetacular e memorável desde seu lançamento em 2005 não pelo que está na tela, mas sim pelo por tudo aquilo que não está e que podemos perceber.